JARDIM DO CENTRO DE MEMÓRIA

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À semelhança dos antigos solares minhotos, a vetusta Casa de S. Sebastião compreendia uma significativa área agrícola, murada, composta por diversas parcelas de terreno, contíguas e armadas em socalcos sustidos por robustos muros de granito de pedra solta. Nestes, apoiavam-se elegantes e sucessivas latadas que ensombravam os percursos aí existentes. A unidade produtiva conservava ainda um conjunto de estruturas e elementos que davam testemunho de um uso agrícola tradicional, apoiado num interessante sistema de irrigação superficial e interno, assente em captações de água de minas e poços existentes no local.
Em 2008, a Casa de S. Sebastião, já na posse da Autarquia, toma a designação de Centro de Memória e, num programa fundador, acolhe o Arquivo Municipal e o Museu da cidade. Este espaço contempla agora salas de exposições, serviços educativos e um amplo espaço verde.
No que diz respeito à área produtiva, esta deu origem a um amplo “jardim urbano” murado, com cerca de 7000 m2, vocacionado para o recreio e lazer da população. Numa linguagem diferenciada e contemporânea, a herança agrícola e as pré-existências mais relevantes foram “revisitadas” e reinterpretadas numa composição paisagística que mantém no essencial o “mosaico” existente e reinscreve os elementos mais representativos do antigo uso agrícola, tais como ramadas, muros de granito e percursos. Assim, realçam-se pequenos vestígios singulares, tais como o jardim de buxo e o sistema de condução das águas, passando este a desenvolver-se à superfície e acompanhando os principais percursos.
Quanto à componente vegetal, dominam os relvados pontuados por maciços de vegetação arbórea e arbustiva, dispostas no terreno de forma a introduzir zonas de sombra e frescura. Contudo, estes elementos verdes não interferem na “leitura” do Aqueduto de Santa Clara, que se desenvolve a Nascente.
Os relvados são por vezes atravessados por percursos construídos por peças de granito dispostas entre a relva, de forma a deixar transparecer o manto verde que reveste a quase totalidade do jardim. Salienta-se ainda a existência de alguns conjuntos de mobiliário urbano, dispostos nos relvados em pequenas ilhas, os quais permitem a fruição do espaço e o convívio dos utilizadores do jardim.
O Centro de Memória foi aberto ao público em 2008 e seu projeto é da autoria do Arquiteto Maia Gomes. A Arquiteta Paisagista Fernanda Órfão deu contributos para a definição e implementação da componente vegetal que envolve o referido Centro. 

planta do parque

planta do parque

equipamentos

Agregado ao Jardim existe um espaço de reflexão e sede de debate sobre questões relacionadas com os espaços verdes, a paisagem e o ambiente, designado como Centro de Pedagogia Ambiental. O seu programa de funcionamento contempla um conjunto de atividades educativas que se expressa na produção de exposições temporárias, ateliês temáticos, visitas guiadas e ações de formação sobre os diferentes subtemas da paisagem e/ou do ambiente.
No Centro de Memória está sediado o Arquivo Municipal, o qual apresenta um conjunto de serviços inerentes e disponíveis, como a sala de consulta, áreas de depósito, áreas técnicas, áreas de receção e gabinetes de trabalho, de acesso reservado. Funciona igualmente a unidade central do Museu da Cidade e da rede de museus do concelho. Este mantém patente ao público uma exposição permanente que retrata a ocupação território do concelho ao longo dos séculos, designada por “Vila do Conde - Tempo e Território”. Finalmente, existe ainda uma estrutura de serviço educativo vocacionada para a realização de ações de formação e eventos de carácter cultural e artístico, assim como um espaço Internet, de cafetaria e esplanada, loja, e sanitários públicos de apoio às atividades de fruição do espaço. 

arte pública

Na parte superior do Jardim destaca-se a presença de alguns elementos arquitetónicos decorativos, designadamente, um sistema de condução de água assente em minas, tanques, fontes e caleiras, que embelezam os jardins e evocam as memórias do passado. Ver Torre 

flora

Em termos de vegetação, destaca-se a centenária Magnolia grandiflora que, de forma altiva assinala a entrada principal deste grande espaço de informação, cultura, fruição, recreio e lazer. Salienta-se ainda o reinterpretado jardim de Buxus sempervirens, que procura reconstituir o jardim formal das antigas casas fidalgas da região.
Importa ainda referir a composição arbórea e arbustiva de alguns maciços vegetais, tais como: Chorisia speciosa; Camellia japónica; Rhododendron sp; Platanus acerifólia; Magnolia x soulangeana; Jacaranda mimosifolia; Diospyrus kaki; Corylus avellana, Erytrina crista-galli; Lauros nobilis; Malus domestica; Fagus sylvatica ;Liquidambar styraciflua; Cordyline australis; Cedrus atlântica; Aesculus hippocastanum. 
Address
Rua 5 de Outubro, 4480-649 VILA DO CONDE
Phone
252248400.0
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Vista sobre o "parque"

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